Gestão interina como proteção contra a volatilidade e a incerteza.
No complexo cenário em que nos encontramos em 2026, a paisagem geopolítica e econômica global está sob um nível de tensão sem precedentes em décadas. O conflito crescente entre o Irã e a coalizão liderada pelos EUA e por Israel coloca empresas em todos os continentes em um ambiente de constante imprevisibilidade, sujeito a eventos de "cisne negro".
Com o Estreito de Ormuz sob constante ameaça, o fechamento do fluxo de fontes de energia, o preço do petróleo bruto atingindo US$ 100 por barril e mais uma vez desafiando a estabilidade, e a inflação que volta a ameaçar empresas e consumidores, as regras de governança corporativa exigem uma revisão profunda.
“A incerteza deixou de ser um mero risco a ser mitigado e se tornou o campo de jogo onde a sobrevivência da empresa está em risco.”
Patrício Gil Olmedo Tweet
Hoje, a incerteza deixou de ser apenas um risco a ser mitigado; tornou-se o próprio campo de batalha onde a sobrevivência de uma empresa está em jogo. Nesse ecossistema, onde as cadeias de suprimentos se rompem em tempo real e a volatilidade dita as margens de lucro, as estruturas de gestão tradicionais revelam sua fragilidade.
Diante da impossibilidade de implementar processos de adaptação adequados, a solução não reside na resistência passiva, mas na tomada de decisões ágeis e, se necessário, na rápida incorporação de talentos táticos essenciais. Nesse contexto, a gestão interina torna-se uma ferramenta extremamente oportuna e valiosa para a resiliência corporativa.
Decisões em horas, não em trimestres.
O atual conflito no Oriente Médio exige uma resposta imediata. São necessárias capacidades gerenciais que combinem uma gama de experiências e habilidades que podem não estar disponíveis na própria empresa. Iniciar um processo de recrutamento tradicional neste momento — que normalmente leva de quatro a seis meses para fortalecer áreas críticas como gestão de operações ou logística — representa um risco inaceitável para a viabilidade do negócio. As organizações precisam de soluções de alto nível em até 72 horas, e a gestão interina pode injetar talentos para implantação imediata, superando os prazos das contratações convencionais justamente quando o tempo é o recurso mais valioso.
Profissionais com experiência em situações delicadas: crises, pandemias e guerras.
Os gestores temporários são, por definição, profissionais experientes que já geriram crises profundas, como a pandemia de 2020, a crise energética de 2022 ou recessões financeiras não muito distantes. A sua contribuição fundamental reside não só no seu conhecimento técnico, mas também na sua comprovada compostura emocional e, sobretudo, na experiência prévia em situações semelhantes.
Esses gestores, portanto, podem fornecer um roteiro comprovado para garantir a continuidade dos negócios em momentos em que as equipes internas podem estar compreensivelmente sobrecarregadas por pressões externas, agindo de forma objetiva para evitar a paralisia organizacional.
Tomada de decisões sem restrições internas
As tensões geopolíticas frequentemente se refletem nas organizações, manifestando-se em conflitos de interesse ou incertezas departamentais. Um gerente temporário mitiga esse risco por não possuir um histórico ou futuro preestabelecido na empresa. Ele não busca promoções nem participa de intrigas internas. Seu único propósito é cumprir as metas contingenciais previamente acordadas.
Traçando um paralelo com a situação atual, um desafio para um gestor interino poderia ser reduzir a dependência logística da zona de conflito em 40% dentro de três meses. Essa estrita objetividade permite que ele adote e implemente medidas drásticas que um gestor permanente poderia evitar para não comprometer a posição da empresa.
Talentos executivos sob demanda
Estruturas organizacionais rígidas frequentemente se mostram ineficazes nos mercados extremamente voláteis do século XXI. Em resposta, o gestor interino facilita o acesso a talentos de alto nível por meio de um modelo colaborativo, baseado em projetos ou em serviços. Essa abordagem também representa uma solução altamente eficiente em termos financeiros: a empresa adquire a capacidade precisa de navegar na instabilidade sem aumentar sua estrutura de custos fixos de longo prazo, uma vez que a situação geopolítica e de mercado se estabilize.
A missão do gestor interino: estabilizar as operações, reconfigurar a logística, salvaguardar as finanças e executar as decisões críticas que o contexto exige.
Patrício Gil Olmedo Tweet
Os gestores interinos de rápida implantação não são contratados para ocupar permanentemente um cargo no organograma, mas sim para atuarem como um verdadeiro escudo operacional e estratégico para a alta administração. Sua missão é clara: estabilizar as operações, reconfigurar a logística, salvaguardar as finanças e executar as decisões críticas que a situação exige.
Gerir o incontrolável é um desafio viável com a liderança certa. Na EPUNTO Interim Management, proporcionamos a fiabilidade e a tranquilidade que advêm da experiência comprovada, num contexto global em que só há incertezas.
Patrício Gil Olmedo, Sócio-Diretor da EPUNTO Interim Management, membro da Valtus Alliance