Voltar aos eventos atuais

Como as empresas de consultoria estão se voltando para a gestão: a importância da execução.

As empresas de consultoria estão evoluindo; oferecer apenas diagnósticos e apresentações teóricas já não é suficiente. O mercado exige ação e implementação de estratégias por meio de figuras como gestores interinos para garantir resultados mensuráveis.

O ecossistema empresarial vem passando por uma profunda transformação há anos. Durante décadas, o principal valor agregado pelas consultorias residia em suas análises aprofundadas e no planejamento estratégico de alto nível. Contudo, a velocidade do mercado atual exige ir além e tomar a iniciativa de fato.

Além da estratégia: a evolução do 'PowerPointismo'

Tradicionalmente, o valor da consultoria tem sido medido pela sua capacidade de diagnosticar problemas e conceber estratégias: durante anos, as empresas confiaram em relatórios meticulosos e apresentações impecáveis ​​como seu principal guia. No entanto, hoje existe uma lacuna crescente entre as propostas teóricas e a implementação efetiva nas operações diárias.

Estamos testemunhando o que muitos já chamam de fim do "PowerPointismo". Essa tendência não invalida o pensamento estratégico, mas sim destaca uma deficiência atual: as organizações não estão mais apenas buscando aconselhamento; elas priorizam relacionamentos com parceiros que estejam envolvidos na implementação de soluções e que assumam a responsabilidade pelos resultados. O aconselhamento está se tornando mais barato. A implementação, não.

Grandes e renomadas empresas do setor, sendo a BCG o exemplo mais recente, perceberam isso e estão reforçando suas equipes com profissionais de gestão operacional para garantir que seus planos não fiquem apenas no papel, mas se tornem realidade. Construir uma oferta que proporcione capacidade de execução para o negócio, e não apenas consultoria, é racional e inteligente.

“A estratégia mais brilhante carece de impacto real sem uma liderança experiente capaz de executá-la com precisão no terreno.” – Patricio Gil Olmedo

A execução como verdadeiro motor da mudança.

A transição para a gestão direta responde à necessidade de resultados mensuráveis ​​a curto prazo. É aqui que a gestão interina se posiciona como um elo fundamental. Ao contrário do papel consultivo tradicional, essa abordagem é baseada na ação:

  • Integração na estruturaO profissional assume responsabilidades executivas reais dentro da estrutura e operação da empresa.
  • Liderança de equipaGerencia, motiva e alinha os talentos internos para que remem na mesma direção durante o período de mudança ou transição.
  • Pouso alvoTraduz os principais planos estratégicos em marcos operacionais diários para alcançar resultados.

Estamos falando de situações de alto impacto, onde a margem de erro é praticamente inexistente. Cenários como fusões e aquisições (M&A), reestruturações operacionais profundas, sucessão geracional em empresas familiares ou transformações digitais corporativas são processos que não permitem longas curvas de aprendizado interno. Nesses contextos críticos, contar com um líder experiente que já tenha resolvido desafios semelhantes no passado não só acelera o alcance dos objetivos definidos pela consultoria, como também mitiga riscos, injetando estabilidade e expertise comprovada desde o primeiro dia.

De custos fixos a talentos de alta qualidade "como serviço"

Essa mudança de paradigma também está profundamente ligada à otimização financeira das empresas. A transição é evidente: o mercado caminha inexoravelmente para a adoção de talentos executivos de alto nível em um formato "como serviço". Esse modelo oferece vantagens estratégicas inegáveis:

  • Flexibilidade absolutaPermite a inclusão de gestores de alto nível (CEOs, CFOs, Diretores de Operações ou de RH) com histórico comprovado, somente durante o ciclo de vida do projeto.
  • Eficiência financeiraTransforma um custo estrutural de longo prazo em um investimento variável, focado em um retorno sobre o investimento (ROI) claramente definido.
  • Independência operacionalPor não estar condicionado por políticas internas ou cultura herdada, o gestor temporário traz uma visão objetiva focada exclusivamente na conquista de objetivos.

Na EPUNTO Interim Management, vemos essa evolução do mercado como uma validação da nossa missão principal. O futuro dos serviços de consultoria corporativa reside, inevitavelmente, na execução executiva.

Fornecer às empresas líderes temporários capazes de lançar projetos, executar estratégias e entregar resultados deixou de ser uma mera tendência para se tornar o verdadeiro motor de crescimento das organizações mais competitivas. Agilidade na execução, rigor financeiro e a capacidade de impulsionar mudanças, mantendo a estabilidade organizacional — essas são habilidades que nem todos os gestores experientes possuem, e a oportunidade de preencher essas lacunas é curta.

Os benefícios existem, e ouvimos isso dos clientes após a primeira experiência conosco: "Deveríamos ter feito isso antes."

Patrício Gil Olmedo
ConsultoriaExecução Estratégicagestão provisóriaLiderançade gruposPatrício Gil Olmedo